Descobri que quando se sente esse turbilhão de sensações diferentes e únicas ao mesmo tempo o corpo tende a expulsá-las em formas de palavras. Às vezes, junções silábicas não parecem suficientes para expressar tamanho reboliço. E entra em cena o pranto, o grito, o desespero. É engraçado ter mais medo das palavras do que do próprio sentimento. As palavras parecem um atestado de insanidade por possuir tal grito no peito. Sentimentos ficam nas entrelinhas, mas quando expostos e assumidos em palavras não tem mais volta. Disso que eu tenho medo. Tenho medo de não poder voltar.
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