Você acha que nada na sua vida tem mais sentido e começa a pensar que nunca ninguém vai enxergar o valor que você tem. Você começa a se perguntar se realmente tem valor, se realmente há algo de bom em você. Começa a se questionar se o problema esta nos outros por não verem que você é diferente, que você é especial, ou se o problema esta em você por auto atribuir qualidades que talvez sejam apenas frutos da sua imaginação. Talvez a crença no amor, na felicidade verdadeira, no “feliz para sempre”, nas mensagens de madrugadas ou no travesseiro dividido também seja produto dessa mente ilusória. Você é forçado a deixar de acreditar nisso e reprimir qualquer fé na “magia”. Você é obrigado a ser pé no chão, a cortar suas próprias asas. É obrigado a encarar a fria realidade da qual tanto quis fugir e evitar. Por mais que a esperança martele por alguns segundos no seu peito o mundo te acorda com um tapa na cara. Faz você voltar a sua frieza, ao seu coração de pedra. Talvez eu não tenha um coração de pedra, apenas criei um escudo de aço para cercar e proteger algo nobre, caloroso e bonito. É fácil ouvir das pessoas para não ser assim ou que “vai passar”, e talvez vá, um dia, quem sabe no futuro? Mas o meu agora não me permite acreditar em nada disso. Então é preciso ser forte, porque ninguém mais agüenta lhe ver assim, lhe ouvir falar sobre as mesmas coisas de sempre, e nem você se sente mais a vontade em compartilhar sua vida com ninguém. É isso, cansa. Você tem que ser forte mais uma vez e colocar uma mascara de “está tudo bem” enquanto na verdade nada está. Esconde-se nessa máscara em uma tentativa de proteção, por mais que sua vontade seja arrancá-la. E todos acreditam no seu pseudo-sorriso formado por uma breve inclinação dos seus lábios. Acreditam que passou.
maio; 2011.
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