segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Porque eu sou só prosa...

... e ele é só poesia.

E nesse enredo, meus parágrafos fazem rimas com os seus versos, e as entrelinhas revelam que tudo não passa de um conto de amor. Encaixe. Quando eu mergulho em suas linhas, toda essa métrica bilacana se transforma em um arranjo sem estrutura, mas que é sustentado pela sonoridade dada aqueles versos brancos. Quando ele adentra nas minhas teses existenciais, o raciocínio perde a noção tempo-espaço e eu sou só amor. Como pés que encontraram a maciez das areias douradas da praia, meu peito se encontra na tenacidade dos teus (a)braços. Meros acasos fazem tudo ter sentido e ser sentido. 

Hoje te pintei nos meus sonhos. Estavas com os traços amarelados dos primeiros raios solares que adentram a janela despudoradamente. Teu amarelo coloriu as primeiras horas do meu dia, e fez com que ele começasse bem. Não precisei fechar as cortinas, aquela cor não incomodava mais. Escancarei-me para a rua e pensei em ti enquanto sentia o sol quente, enquanto te sentia. Teu sorriso era o mesmo e teus olhos confirmavam a inclinação da boca. Gosto de quem sorri com os olhos. E os teus me mostram verdades. Verdades que para muitos passam despercebidas em meio ao dia a dia. Não para mim.

Tu és do tipo que se esconde em mil camadas de lata para tornar feio o que é bonito. Como se houvesse algo ruim na beleza calorosa do teu coração. Tu és do tipo que desistiu do viver bonito, porque o feio pareceu ser mais fácil. Compreensível. Mas teus olhos não mentem o que há de ai dentro. Parece que anos são dissolvidos em pequenos instantes de segundos e não faz mais diferença se foram algumas horas ou alguns anos. Teu peito é o mesmo.

Na criança que reside em ti há tanta beleza, meu caro. E há tanta vontade de dançar, brincar, fazer o bem. Solta ela! Deixa ela viver... Me dá a tua mão e deixa que o ritmo a vida dita. Te acompanho em bossa, rock e poesia.

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