O título já declara o clichê que vem por aí.
Há algum tempo venho pensado que posso estar construindo tantas idealizações e acreditando em tantas verdades, que às vezes não passam de suposições ilusórios, pelo fato de querer me entregar ao primeiro que puxar a minha mão. Mas, há alguns dias, percebi que não era carência e sim amor demais. É que a gente guarda tanto amor depositado que tem vontade de extrapolar pelos cantos e muros. E tem vontade de amar tudo e todos. Tem vontade de sorrir, abraçar, fazer o bem. Porque, no final, amar é isso. E pra sentir esse brotamento no peito não é preciso um alvo certo, uma pessoa para corresponder. Amar é mais que isso.
E eu entrego sim muito amor ao mundo e hoje eu tenho vontade de beijar, abraçar, fazer carinho a todo instante. Porque amar é bom. E amar o mundo, melhor ainda. E ele me devolve multiplicado. Às vezes da forma que convém, às vezes não; mas devolve e devolve bonito. Hoje eu tenho vontade de gritar pra ver se diminui o tanto que tem aqui dentro pra ser posto pra fora, mas quanto mais a gente externa, mas o peito percebe a capacidade que tem de se encher. Passei a não me culpar mais pelas idealizações, a não me reprimir diante da vontade do amor. A deixar ser... independente de onde for. E de querer que seja mais em alguns lugares do que em outros, mas que seja. Que encontre verdades em outros corações, que encontre também a vontade de amar, de fazer o bem. Que encontre outros laços para serem feitos, nós para serem desatados.
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