O ano do (sobre)viver. De ligar o botão automático e apenas existir. De perder qualquer competição de quem-sente-mais para qualquer mero robô. De guardar todas as explosões efusivas debaixo de 234 camadas dentro do peito. De esquecer satisfações pessoais e apenas acatar o que convém. E mesmo assim, não ser suficiente. Ao passo que foi o ano da transcendência do sentir. Um sentir tão bonito e verdadeiro que foi guardado. Guardado mais não menos sentido. E cuidado, regado, com as tão sonhadas mãos jardineiras. Foi também o ano do ser. Um ser ocultado por uma lataria encontrada na primeira esquina. O imediatismo foi necessário. Era preciso se ausentar, mas estar ali. Dessa lataria surgiram sorrisos, não os melhores nem os mais verdadeiros, mas os adequados. Casualidades...
Foi o ano do descobrir(-se). E de querer ser mais isso do que foi encontrado. E de saber que a estrada ainda é longa, que pode se encontrar de tudo nas próximas curvas...mas de querer isso. De escancarar-se para o futuro, para o destino. E não deixar que este nem aquele seja definido, que não estejam fadados a um roteiro pré-meditado, mas que eu pegue aquelas canetas coloridas escondidas no fundo da gaveta e faça deles uma coisa mais bonita. O poder das cores...
Hoje me colori de azul. A cor que me puxa para a serenidade. Amanhã, posso ser vermelho, amarelo, verde... não sei. O estojo de tintas está aqui, e sem medo de ser usado.
2013: vem cheio de cores, misturas, cheiros, sons, gostos, pessoas. Cheio de vida, de sentimento, de amor, carinho, cuidado. Vem cheio de música, samba, bossa, até um rock cai bem. Vem com boas vidas, sensações, gritos, choros. Vem cheio de verdade.

Nenhum comentário:
Postar um comentário