Porque, independente das pedras que surgem no caminho, eu ainda acredito que exista gente que acredita no amor. Eu acredito que existem pessoas que o vêem de maneira especial, eu acredito que ainda há pessoas que nasceram para isso. Algumas vezes eu ouço "fulano nasceu para essa profissão", "sicrana nasceu para ser mãe". Eu gostaria de um dia encontrar alguém que eu olhe, interrogue com os olhos e chegue a conclusão de que nasceu para amar.
Na verdade, talvez todos tenham nascido para isso, mas o mundo os faz acreditar que existem vocações mais dignas, que é melhor se basear nas concretudes do que se entregar ao que não é tangível. Dessa maneira ou de outra, eu ainda acredito. Acredito porque conheço a força, o poder, a magia e maestria que rege esse sentimento, sentimento esse que por sua vez foi criado para reger o mundo, mesmo que o mundo force-o a acreditar que não passa de uma idealização.
Esse maestro do mundo planta uma semente no peito de todo mundo e junto entrega um manual de instruções. Alguns não chegam a saber que ele esteve ali, outros fazem do manual de instruções papel de rascunho, outros mesmo lendo e relendo preferem acreditar que é um livro de piadas. Mas há aqueles que leem e seguem direitinho e há também os meus prediletos: leem, releem e faz do amor uma versão própria. Seu caderno está rabiscado, fórmulas foram testadas para torná-lo ainda melhor, a semente foi alimentada com cautela, precaução, mas também com um toque especial, um toque único.
E ali foi nascendo uma planta bonita, que incomoda o peito com um incomodo bom. Do seu caule nascem borboletas que caminham para o estômago causando um reboliço, e no topo a mais bela flor aparece. Até que chega um dia que esse mais belo amor que foi cultivado, essa florzinha lá em cima encontra um alguém para presentear. E flores são trocadas, as árvores são regadas e cuidadas mutualmente, porque agora não se trata mais de dois, mas de um só.
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