E meses passaram com essa rotina
de procurar no desconhecido o que era tão conhecido dela. De idealizar com
rostos de quem mal sabia os nomes uma vida inteira. E de querer fazer com todos
o que lhe foi negado fazer com um só. A psique talvez tenha alguma teoria ou
transtorno para explicar o que ela até hoje não sabe dizer. E, algumas vezes,
ela realmente acreditou que a vida havia seguido da maneira que deveria
depositando todas as esperanças nas mãos daqueles que as lhe ofereciam. E se
deixou levar como sabia que ia acontecer. Talvez ela não se arrependa de nada
disso. Talvez ela saiba que esse foi o caminho torto que a vida se utilizou para
mostra-la que o tempo, ao contrário do que ela imaginou, não tinha sido tão
eficaz para anular verdades, tal como ela pensara. Ainda bem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário